O mercado financeiro inicia a semana sob expectativa em torno dos movimentos técnicos dos principais índices e ativos globais. O Ibovespa tenta consolidar uma recuperação após encontrar suporte importante, mas ainda depende do rompimento de resistências para confirmar uma retomada firme do fluxo comprador.
Já o dólar futuro permanece pressionado em tendência de baixa, renovando mínimas de 2025 e reforçando a leitura de enfraquecimento frente ao real.
No cenário internacional, o tom segue de otimismo. Nasdaq e S&P 500 sustentam uma sequência de valorização e vêm renovando máximas históricas, embalados pelo apetite ao risco e pela força do setor de tecnologia.
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Entre os criptoativos, o Bitcoin preserva o viés altista no curto prazo, mas encontra barreiras técnicas que podem determinar se seguirá rumo a novas máximas ou se dará espaço para correções.
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Análise técnica do Ibovespa
O Ibovespa vem mostrando sinais de reação desde que testou o suporte em 131.550 pontos, região que funcionou como piso do movimento recente de correção. Desde então, o índice passou a se sustentar acima das médias de 9 e 21 períodos no gráfico diário, indicando uma tentativa de retomada da força compradora.
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Esse movimento, no entanto, ainda depende da superação da máxima da última semana, em 138.414 pontos, para confirmar a reversão de tendência no curto prazo.
O IFR em 53,80 mostra que o índice se encontra em zona neutra, sugerindo que há espaço tanto para continuidade da alta quanto para uma correção mais prolongada.
Tecnicamente, o cenário permanece de atenção: caso haja rompimento da região de 136.431/138.414 pontos, o índice pode buscar alvos em 140.380 pontos, retestando a máxima histórica em 141.563 pontos. Acima desse patamar, abrem-se projeções para 141.960/143.425 pontos, com objetivo mais longo em 145.000 pontos.
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Por outro lado, caso perca força e rompa a faixa de 135.580/134.500 pontos, o fluxo vendedor tende a se intensificar. Nesse cenário, os alvos projetados estariam em 131.550 pontos, depois na média de 200 períodos em 130.415 pontos. Rompendo essa zona, o movimento poderia levar o índice a níveis mais longos em 127.680 e até 122.530 pontos.
Análise técnica do Dólar
O dólar futuro mantém trajetória de desvalorização desde o fim de 2024, quando atingiu a resistência em 6.656,5 pontos. A partir dali, o ativo entrou em forte tendência de baixa, que já acumula queda de 16,65% em 2025. Na última sessão, a divisa recuou 0,38%, encerrando em 5.414 pontos e renovando a mínima anual em 5.404 pontos.
O movimento reforça a predominância do fluxo vendedor, já que o contrato segue negociando abaixo das médias móveis e sem sinais de recuperação consistente. Para retomar algum fôlego comprador, o ativo precisaria superar a região de 5.473,5/5.509 pontos, o que abriria espaço para testar resistências mais altas em 5.590 e depois em 5.675/5.701,5 pontos.
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No entanto, enquanto não romper essas faixas, o risco permanece inclinado para novas quedas. Caso perca o suporte em 5.404/5.339 pontos, o dólar pode acelerar a baixa em direção a 5.284/5.250 pontos, com alvo mais longo em 5.181/5.134 pontos.

Confira a análise dos minicontratos:
Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq ilustra bem a força compradora observada nos índices norte-americanos em 2025. Depois de tocar a mínima do ano em 16.542 pontos, o índice ganhou forte impulso comprador e passou a renovar topos de forma consistente. Essa trajetória resultou na marcação de um novo topo histórico em 23.969 pontos na última semana.
O desempenho reflete não apenas a resiliência do setor de tecnologia, mas também o apetite por risco dos investidores globais. No mês de agosto, a Nasdaq acumula alta de 2,13%, e no ano já sobe 12,85%, cotada atualmente a 23.712 pontos. O movimento segue sustentado pela posição acima das médias móveis, o que reforça a leitura de tendência altista no curto prazo.
Para seguir nessa trajetória, será necessário romper novamente a região do topo histórico em 23.969 pontos, o que liberaria espaço para projeções em 24.000/24.290 pontos, com objetivo mais longo em 24.730/24.975 pontos.
Caso contrário, se houver entrada de volume vendedor e perda da região de 23.590/23.345 pontos, o índice pode corrigir em direção a 22.972/22.675 pontos, com possibilidade de queda mais acentuada até 22.222/22.041 pontos. O momento, contudo, ainda é de força compradora consolidada.

Análise técnica do S&P 500
Assim como a Nasdaq, o S&P 500 também vem sustentando tendência altista em 2025. Após tocar a mínima em 4.835 pontos, o índice ganhou força e, na última semana, marcou novo topo histórico na região de 6.481 pontos. No acumulado de 2025, o S&P sobe 9,66%, enquanto em agosto já soma alta de 1,74%, cotado atualmente em 6.449 pontos.
O gráfico diário mostra um ativo claramente sustentado acima das médias móveis, confirmando a predominância da pressão compradora. Caso consiga superar novamente a faixa de 6.481 pontos, os próximos alvos ficam em 6.560/6.600 pontos e, em extensão, em 6.700 pontos.
Por outro lado, a perda da região de 6.427/6.363 pontos abriria espaço para uma correção em direção a 6.296/6.201 pontos. Rompendo essa faixa, o fluxo vendedor poderia ganhar força até 6.147/6.059 pontos. Ainda assim, o cenário permanece favorável ao lado comprador, a menos que surja uma pressão corretiva mais forte.

Confira mais análises:
Análise do Bitcoin
O Bitcoin mantém trajetória de valorização no curto prazo, após ter atingido a mínima do ano em US$ 74.508. A partir desse patamar, iniciou um forte movimento de alta que o levou a renovar a máxima em US$ 124.474 na última semana. Desde então, o ativo passou a lateralizar, negociando entre as médias móveis.
No mês de agosto, a criptomoeda acumula alta de 1,31%, e no ano já soma ganhos superiores a 25%, o que mostra o vigor do movimento recente. Para que o fluxo comprador volte a ganhar intensidade, será necessário romper a faixa de US$ 119.955/124.474. Superada essa barreira, os próximos alvos ficam em US$ 126.500 e, em movimento mais longo, nas regiões de US$ 127.700/129.570.
Por outro lado, se perder a região de US$ 116.460/111.980, o ativo pode buscar suportes mais baixos em US$ 107.430/105.100. Abaixo disso, a pressão vendedora poderia se estender para objetivos mais longos em US$ 100.000 e US$ 97.895.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.


