
Confira 6 estratégias de curto prazo para fazer negócios em uma guerra comercial
Putin diz a chanceler do Irã que não há justificativa para ataque dos EUA
O presidente russo, Vladimir Putin, disse ao ministro das Relações Exteriores iraniano na segunda-feira que não há justificativa para o bombardeio dos Estados Unidos contra o Irã e que Moscou estava tentando ajudar o povo iraniano. Putin recebeu o chanceler Abbas Araqchi, em Moscou, dois dias depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou aviões bombardeiros norte-americanos para atacar três importantes instalações nucleares do Irã. “A agressão absolutamente não provocada contra o Irã não tem base nem justificativa”, disse Putin a Araqchi em comentários televisionados. “De nossa parte, estamos fazendo esforços para ajudar o povo iraniano”, acrescentou. “Estou muito feliz por você estar em Moscou hoje, isso nos dará a oportunidade de discutir todas essas questões urgentes e pensar juntos sobre como podemos sair da situação atual.” Araqchi disse a Putin que o Irã estava conduzindo uma legítima autodefesa e agradeceu à Rússia por condenar as ações dos EUA. Ele transmitiu a Putin os melhores votos do líder supremo e do presidente do Irã.
Crescimento da zona do euro fica estagnado em junho com fraqueza de serviços e indústria
A economia da zona do euro ficou estagnada em junho pelo segundo mês uma vez que o setor de serviços mostrou apenas um pequeno sinal de melhora e o setor industrial não apresentou nenhum, segundo uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da zona do euro da HCOB, compilado pela S&P Global e visto como um bom indicador de crescimento, registrou em junho a mesma taxa de 50,2 vista em maio. Essa leitura fica um pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração, e abaixo da expectativa de 50,5 em uma pesquisa da Reuters. “A pesquisa PMI preliminar de junho para a zona do euro foi consistente com a estagnação da economia”, disse Jack Allen-Reynolds, da Capital Economics. “A fraqueza na atividade foi ampla, com o índice de serviços subindo para apenas 50,0, enquanto o índice de manufatura caiu.” A atividade empresarial na Alemanha, a maior economia da Europa, voltou a crescer, já que o setor industrial registrou o maior aumento no volume de novos pedidos em mais de três anos.
Barris de petróleo sobem 1% em meio à guerra
Os preços do petróleo avançam, em meio à tensão gerada pelos ataques diretos dos EUA ao Irã, que aumentaram as preocupações com a oferta na instável e rica região petrolífera do Oriente Médio. Segundo analistas de energia, o pior cenário para o mercado de petróleo seria uma tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz — rota estratégica por onde passaram cerca de 20 milhões de barris por dia em 2024, o equivalente a 20% do consumo global, de acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA. A mídia estatal iraniana informou que o parlamento do país apoiou o fechamento do estreito, citando um parlamentar de alto escalão. No entanto, a decisão final cabe ao Conselho de Segurança Nacional do Irã, segundo a mesma reportagem. Já as cotações do minério de ferro na China subiram com melhora na demanda chinesa de curto prazo.
- Petróleo WTI, +1,00%, a US$ 74,58 o barril
- Petróleo Brent, +0,96%, a US$ 77,75 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,50%, a 706,00 iuanes (US$ 98,21)
Europa: bolsas recuam em meio à guerra
Mercados europeus iniciam a semana em queda, pressionados pela escalada da crise no Oriente Médio após ataques dos EUA ao Irã no fim de semana. A decisão do presidente americano, Donald Trump, pegou os investidores de surpresa, já que, segundo a Casa Branca, ele havia afirmado na última sexta-feira que avaliaria um possível ataque ao Irã ‘nas próximas duas semanas’.
- STOXX 600: -0,21%
- DAX (Alemanha): -0,31%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,02%
- CAC 40 (França): -0,44%
- FTSE MIB (Itália): -0,40%
Bolsas da Ásia fecham dia de forma mista
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista, depois que o ataque dos Estados Unidos a três instalações nucleares no Irã elevou os preços do petróleo e os temores dos investidores de uma escalada no conflito no Oriente Médio. As ações de Hong Kong fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionadas pelo maior fluxo de entrada por meio do Stock Connect em três semanas, mesmo com os investidores cautelosos em relação às perspectivas de condições mais apertadas no mercado.
- Shanghai SE (China), +0,65%
- Nikkei (Japão): -0,13%
- Hang Seng Index (Hong Kong): +0,67%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,24%
- ASX 200 (Austrália): -0,36%
EUA: índices futuros operam de forma mista em meio à escalada da guerra
Os índices futuros dos EUA operam mistos e o petróleo recua nesta segunda-feira (23), em uma reação contida dos mercados aos ataques de Washington contra instalações nucleares no Irã, enquanto os investidores aguardam os próximos passos de Teerã e seus possíveis desdobramentos. Operadores se preparam para uma possível retaliação do Irã, que pode incluir ataques a bases com presença militar americana ou o fechamento do Estreito de Ormuz — medida que teria forte impacto no fluxo global de petróleo. Segundo analistas, um bloqueio prolongado da principal rota de exportação da região poderia elevar os preços do barril para acima de US$ 100. No domingo, o ministro das Relações Exteriores iraniano afirmou que a República Islâmica reserva ‘todas as opções’ para defender sua soberania. Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, instou o governo chinês a intervir e impedir que o Irã feche o estreito. A China continua sendo o maior comprador de petróleo iraniano.
- Dow Jones Futuro: -0,01%
- S&P 500 Futuro: +0,08%
- Nasdaq Futuro: +0,07%
Irã faz alerta a Trump: Nós vamos acabar com essa guerra
“Sr. Trump, o apostador, o senhor pode começar esta guerra, mas seremos nós que a terminaremos”, disse o porta-voz do quartel-general militar central do Irã.
Abertura de mercados
Investidores acompanham com nervosismo nesta segunda-feira a possibilidade de retaliação do Irã ao bombardeamento de instalações nucleares iranianas promovido pelos Estados Unidos no fim de semana, com preocupações em relação aos efeitos sobre os preços do petróleo e o consequente impacto na atividade econômica. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado que o país realizou um “ataque muito bem-sucedido” a três instalações nucleares no Irã, no que foi a primeira participação norte-americana direta no crescente conflito entre Irã e Israel, que já dura mais de uma semana. Após o ataque, Teerã prometeu “consequências duradouras” e disse que “reserva todas as opções para defender sua soberania”. Os temores estão em torno da possibilidade de bloqueio iraniano no Estreito de Hormuz, por onde circula cerca de 25% do comércio global de petróleo. Para além das tensões geopolíticas, os investidores se voltarão mais tarde para a divulgação de pesquisas PMI da S&P Global sobre os setores de serviços e industrial dos Estados Unidos, às 10h45.A semana será marcada por dados de inflação no Brasil, com o IPCA-15 de junho na quinta-feira, e nos EUA, com o índice PCE de maio na sexta-feira. O período ainda contará com a publicação da ata da mais recente reunião do Banco Central, na terça-feira, e depoimentos do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, ao Congresso norte-americano, na terça e quarta-feiras. (Reuters)
Principais índices em Nova York terminaram a sexta-feira e a semana de forma mista
Investidores em Wall Street ganharam um alívio com o presidente dos EUA, Donald Trump, dando duas semanas para decidir se ataca o Irã ou não. Além disso, segundo a CNBC, a tomada de risco cresceu após o membro do Federal Reserve Christopher Waller dizer que a inflação estava controlada o suficiente para que o banco central pudesse cortar as taxas em sua próxima reunião, uma visão mais otimista do que a do presidente Jerome Powell na entrevista coletiva após a decisão do Fed de manter as taxas inalteradas. “Acredito que estamos em condições de fazer isso já em julho”, disse Waller. “Essa seria a minha opinião, independentemente de o comitê concordar ou não”. Mas durante o dia, outros membros do Fed foram em outra direção, dizendo que não há pressa para cortes e o ambiente azedou.
| Dia (%) | Semana (%) | |
| Dow Jones | 0,08 | 0,02 |
| S&P 500 | -0,22 | -0,19 |
| Nasdaq | -0,51 | 0,21 |
DIs: juros futuros encerraram na sexta-feira mais uma sessão de forma mista
| Taxa (%) | Variação (pp) | |
| DI1F26 | 14,960 | 0,090 |
| DI1F27 | 14,270 | 0,020 |
| DI1F28 | 13,540 | -0,070 |
| DI1F29 | 13,390 | -0,115 |
| DI1F31 | 13,510 | -0,150 |
| DI1F32 | 13,580 | -0,140 |
| DI1F33 | 13,590 | -0,130 |
| DI1F35 | 13,590 | -0,120 |
Dólar comercial terminou a sexta-feira com alta de 0,45%
O dólar emendou a terceira alta seguida diante do real. O movimento foi na direção contrária da divisa norte-americana no resto do planeta, que na comparação com as principais moedas do mundo fez o índice DXY ficar com menos 0,11%, aos 98,80 pontos. Semana termina com baixa acumulada de 0,26%.
- Venda: R$ 5,525
- Compra: R$ 5,524
- Mínima: R$ 5,469
- Máxima: R$ 5,527
Maiores baixas, altas e mais negociadas de sexta
Maiores baixas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| CSAN3 | -9,00 | 7,28 |
| VAMO3 | -7,44 | 4,48 |
| PETZ3 | -5,41 | 4,02 |
| MGLU3 | -5,35 | 8,85 |
| HAPV3 | -5,24 | 37,42 |
Maiores altas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| TIMS3 | 1,51 | 21,52 |
| VIVT3 | 1,47 | 30,28 |
| RECV3 | 1,35 | 15,79 |
| TAEE11 | 0,88 | 34,54 |
| PETR3 | 0,45 | 35,91 |
Mais negociadas
| Negócios | Dia (%) | |
| VALE3 | 56.187 | -2,58 |
| CSAN3 | 50.375 | -9,00 |
| PETR4 | 44.690 | -0,27 |
| BBAS3 | 44.355 | -2,11 |
| RAIZ4 | 35.010 | -2,82 |
Ibovespa fechou sexta-feira (20) com baixa de 1,15%, aos 137.115,83 pontos
- Máxima: 138.719,09
- Mínima: 136.814,52
- Diferença para a abertura: -.1.600,81 pontos
- Volume: R$ 30,90 bilhões
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
- Segunda-feira (16): +1,49%
- Terça-feira (17): -0,30%
- Quarta-feira (18): -0,09%
- Quinta-feira (19): Feriado de Corpus Christi
- Sexta-feira (20): -1,15%
- Semana: -0,07%
- Junho: +0,07%
- 2T25: +5,26%
- 2025: +13,99%
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