Após 7 meses de alta do Ibovespa, veja fundos de ações para investir em março

Fundos-de-Acoes.png

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, completou em fevereiro o sétimo mês consecutivo de ganhos. Mesmo diante da maior volatilidade observada em março, em meio a tensões geopolíticas, o indicador acumula alta próxima de 50% nos últimos 12 meses.

Em relatório recente, a XP Investimentos mantém visão otimista para as ações brasileiras e revisou para cima sua estimativa de valor justo do Ibovespa. A projeção passou de 190 mil para 196 mil pontos ao fim de 2026.

Nesse cenário, os fundos de ações aparecem como uma alternativa para o investidor que busca aproveitar oportunidades do mercado sem a necessidade de montar e acompanhar uma carteira própria. A seguir, entenda melhor como funciona esse tipo de investimento, suas características, vantagens, riscos e opções disponíveis no mercado.

Opções de fundos de ações para investir

SPX Patriot FIC FIA

  • Aplicação inicial mínima: R$5.000,00
  • Movimentações adicionais: R$5.000,00
  • Saldo mínimo de permanência: R$5.000,00
  • Cotização de aplicação: D1 (Dias Úteis)
  • Cotização de resgate: D30 (Dias Corridos)
  • Liquidação de resgate: D2 (Dias Úteis)
  • Taxa de performance: 20,00%
  • Taxa global anual: 0,70% a.a.

Saiba mais e invista

XP Investor 30 FIC FIA RL

  • Aplicação inicial mínima: R$500,00
  • Movimentações adicionais: R$500,00
  • Saldo mínimo de permanência: R$500,00
  • Cotização de aplicação: D0 (Dias Úteis)
  • Cotização de resgate: D30 (Dias Corridos)
  • Liquidação de resgate: D2 (Dias Úteis)
  • Taxa de performance: 20,00%
  • Taxa global anual: 2,00% a.a.

Saiba mais e invista

Oceana Long Biased Advisory FIC FIM

  • Aplicação inicial mínima: R$5.000,00
  • Movimentações adicionais: R$5.000,00
  • Saldo mínimo de permanência: R$5.000,00
  • Cotização de aplicação: D1 (Dias Úteis)
  • Cotização de resgate: D60 (Dias Corridos)
  • Liquidação de resgate: D2 (Dias Úteis)
  • Taxa de performance: 15,00%
  • Taxa global anual: 2,00% a.a.

Saiba mais e invista

*As ofertas na plataforma da XP são limitadas à capacidade disponível do produto

Não tem conta na XP? Cadastre-se aqui

O que dizem os analistas da XP sobre fundos de ações

O desempenho do Ibovespa tem ficado abaixo do padrão histórico no atual ciclo de juros elevados, segundo analistas da XP Investimentos (XPBR31) em relatório recente. Desde o início do período em que as taxas atingiram o pico, o principal índice da bolsa brasileira acumula alta de 41,3%. Historicamente, em ciclos semelhantes, a valorização média costuma ser maior, perto de 52,7%. A diferença indica um desempenho cerca de 11 pontos percentuais inferior ao observado em outros momentos comparáveis.

De acordo com o relatório, dois fatores ajudam a explicar esse resultado mais fraco. O primeiro é que o ciclo atual começou em uma situação menos favorável do ponto de vista técnico: antes mesmo de os juros atingirem o pico, o Ibovespa já vinha de uma sequência forte de altas, o que reduziu o espaço para novas valorizações expressivas. Em outras palavras, parte do movimento que normalmente ocorreria durante o ciclo de juros já havia acontecido antes.

O segundo fator destacado é que o mercado brasileiro tem sido influenciado principalmente por variáveis macroeconômicas e pelo fluxo de capital estrangeiro. Investidores internacionais têm grande peso na bolsa local e tendem a reagir rapidamente a mudanças no cenário global, como tensões geopolíticas, disputas comerciais envolvendo tarifas, variações do dólar e expectativas sobre a trajetória dos juros no Brasil.

Ao observar os setores da bolsa, os analistas apontam que a maior parte deles ficou abaixo de suas médias históricas de desempenho, especialmente aqueles mais ligados ao ritmo da economia doméstica. Em termos absolutos, as áreas de saúde e tecnologia e telecomunicações foram as que mais avançaram. Já na comparação relativa com padrões históricos, educação, transporte e empresas financeiras não bancárias aparecem entre os segmentos com pior desempenho no período analisado.

Leia mais: O rali histórico da Bolsa brasileira continua

Fundos de investimento: como funcionam?

Ao investir em um fundo, o investidor adquire cotas que representam uma fração do patrimônio total. A valorização dessas cotas depende do desempenho dos ativos que compõem a carteira.

A gestão do fundo é realizada pelos gestores, que tomam decisões de investimento com base na política e nos objetivos estabelecidos no regulamento do fundo.

Os fundos estão sujeitos a riscos, que podem variar conforme o tipo de ativo investido. Antes de investir, é importante conhecer o perfil de risco do fundo e consultar materiais técnicos, como o regulamento e o prospecto, disponíveis nos canais oficiais.

Leia também: Bolsa testa 192 mil pontos pela 1ª vez; veja carteiras automatizadas para surfar rali

Quais são as vantagens em investir em fundos?

Os fundos de investimento são atrativos por diversos motivos:

  • Diversificação de ativos, o que pode ajudar a reduzir riscos;
  • Gestão profissional;
  • Boa parte dos fundos possuem liquidez para aplicação e resgate;
  • Acessibilidade para diferentes perfis de investidores;
  • Custos compartilhados entre cotistas;
  • Transparência garantida por relatórios regulares.

Quais são os riscos?

Investidores, porém, devem estar atentos aos riscos associados, tais como:

  • Crédito: Possibilidade de inadimplência nos ativos.
  • Mercado: Flutuações inesperadas na economia podem afetar os rendimentos.
  • Liquidez: Dificuldade em vender ativos pouco negociados pode gerar perdas. Vale lembrar que os fundos não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), reforçando a importância da análise criteriosa antes de investir.

Custos e tributação

Além disso, os fundos possuem taxas que impactam os rendimentos:

  • Administração: Percentual sobre o patrimônio para gestão.
  • Performance: Bonificação para gestores que superam o benchmark.
  • Saída: Cobrança para resgates antes do prazo regulamentado.
  • IOF: Aplicado em resgates feitos antes de 30 dias.

Trata-se de um conteúdo patrocinado. O InfoMoney não possui qualquer responsabilidade quanto a oferta e a comercialização dos produtos divulgados neste material. 

Mais lidas