
Consumidores da zona do euro reduzem perspectiva de inflação antes da guerra do Irã, mostra pesquisa do BCE
Barris de petróleo sobem 2% e minério de ferro recua
Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira depois que o presidente Donald Trump disse que o Irã permitiu que 10 petroleiros atravessassem o Estreito de Hormuz nesta semana como um “presente” para os Estados Unidos, sinalizando uma flexibilização ainda que tímida das tensões nesse crítico gargalo do transporte marítimo. As cotações do minério de ferro na China fecharam em queda.
- Petróleo WTI, +2,57%, a US$ 96,91 o barril
- Petróleo Brent, +2,49%, a US$ 110,70 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,49%, a 812 iuanes (US$ 117,49)
Bolsas da Europa recuam juntas
As ações europeias caem nesta sexta-feira, em uma onda generalizada de vendas, com os investidores mantendo-se cautelosos quanto às perspectivas da guerra no Oriente Médio, que tem alimentado os riscos de inflação e obscurecido as perspectivas de crescimento econômico global. A semana foi marcada pela volatilidade, com o índice de referência europeu caindo brevemente 10% na segunda-feira, em relação ao seu recorde de alta em fevereiro, quase confirmando uma correção. Agora, ele deve registrar um modesto ganho semanal, já que o presidente Trump disse que estenderia novamente o prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz.
- STOXX 600: -1,05%
- DAX (Alemanha): -1,31%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,50%
- CAC 40 (França): -0,81%
- FTSE MIB (Itália): -1,16%
Mercados da Ásia fecham o dia de forma mista
As ações da China e de Hong Kong fecharam em alta nesta sexta-feira uma vez que dados fortes de lucros industriais melhoraram o sentimento do mercado, apesar das preocupações persistentes com a intensificação das tensões no Oriente Médio. Os mercados acionários asiáticos reduziram as perdas já que outro prazo adiado na guerra do Oriente Médio fez com que os preços do petróleo caíssem, embora ainda não haja um fim à vista para a crise de energia que se desenrola na economia global.
- Shanghai SE (China), +0,63%
- Nikkei (Japão): -0,43%
- Hang Seng Index (Hong Kong): +0,38%
- Nifty 50 (Índia): -1,70%
- ASX 200 (Austrália): -0,11%
EUA: índices futuros recuam e estendem perdas
Após o S&P 500 bater seu ponto mais baixo desde o início da guerra do Irã na sessão de ontem, a maior liquidação mensal em ações globais desde 2022 perdeu força depois que os EUA deram mais tempo ao Irã para chegar a um acordo para encerrar a guerra que já dura um mês. Os juros dos títulos (bonds) continuaram subindo, em meio a preocupações com a inflação. “Atendendo ao pedido do governo iraniano, peço que esta declaração sirva para representar que estou pausando o período de destruição de usinas de energia”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.
- Dow Jones Futuro: -0,35%
- S&P 500 Futuro: -0,36%
- Nasdaq Futuro: -0,53%
Em março, confiança da indústria ficou relativamente estável
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do FGV IBRE ficou relativamente estável ao variar 0,1 ponto em março, para 96,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,4 ponto, para 96,5 pontos.
Abertura de mercados
As incertezas em torno da guerra no Oriente Médio prevaleciam nesta sexta-feira uma vez que a prorrogação pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz falhou em aliviar os preços do petróleo. A postergação do prazo por Trump — após o qual ele afirmou que o Irã enfrentará ataques à sua infraestrutura de energia — ocorreu logo depois de as ações de Wall Street registrarem na quinta-feira a maior queda diária desde o início da guerra. Os mercados, no entanto, pareciam céticos quanto às chances de um acordo entre os dois lados, com os preços do petróleo voltando a subir nesa sexta-feira e os títulos do governo recuando. Na pauta nacional, a Braskem informou logo cedo prejuízo de R$ 10,28 bilhões no 4º trimestre de 2025, em comparação com prejuízo de R$5,65 bilhões no mesmo período de 2024. A Azul também divulga seus resultados nesta sessão. Entre os dados macroeconômicos, serão divulgados a confiança da indústria de março, o resultado das transações correntes de fevereiro e a taxa de desemprego do trimestre até fevereiro. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem reunião com os ministros de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e da Fazenda, Dario Durigan, entre outras autoridades. (Reuters)
Principais índices em Nova York fecharam ontem com perdas
Investidores em Wall Street voltaram a sair de posições após nova rodada de notícias sobre a guerra e os avanços e recuos diplomáticos. O presidente do dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã, caso o país não sente para um acordo, e também voltou a criticar os aliados da OTAN. Tobin Marcus, da Wolfe Research, acredita que os recentes movimentos do mercado indicam que os investidores estão apostando que o Irã é quem pode estar “mentindo” no jogo de narrativas. “Os mercados parecem estar concluindo que a mensagem pública negativa do Irã pode ser uma cortina de fumaça para uma postura privada mais conciliadora”, escreveu em uma nota republicada pela CNBC. “Não temos tanta certeza, e a ambiguidade não pode durar muito mais tempo, considerando o prazo de 5 dias imposto por Trump para as negociações”. Os preços do petróleo voltaram a subir, o que tornou a pesar sobre o sentimento.
| Dia (%) | Pontos | |
| Dow Jones | -1,01 | 45.959,43 |
| S&P 500 | -1,74 | 6.477,14 |
| Nasdaq | -2,38 | 21.408,08 |
DIs: juros futuros terminaram ontem com altas por toda a curva
| Taxa (%) | Variação (pp) | |
| DI1F27 | 14,320 | 0,215 |
| DI1F28 | 14,115 | 0,305 |
| DI1F29 | 14,085 | 0,270 |
| DI1F31 | 14,150 | 0,190 |
| DI1F32 | 14,180 | 0,160 |
| DI1F33 | 14,175 | 0,145 |
| DI1F34 | 14,165 | 0,135 |
| DI1F35 | 14,130 | 0,135 |
Dólar comercial fechou ontem com alta de 0,69%
O dólar comercial voltou a subir diante do real, após a baixa da véspera, seguindo a alternância dos últimos dias. O movimento foi na mesma direção da divisa norte-americana no resto do planeta, que na comparação com as principais moedas do mundo fez o índice DXY ficar com mais 0,38%, aos 99,97 pontos.
- Venda: R$ 5,256
- Compra: R$ 5,256
- Mínima: R$ 5,219
- Máxima: R$ 5,263
Maiores baixas, altas e mais negociadas de ontem
Maiores baixas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| BRKM5 | -7,22 | 10,15 |
| DIRR3 | -5,74 | 13,31 |
| EQTL3 | -5,24 | 40,00 |
| MGLU3 | -5,06 | 8,44 |
| CYRE4 | -5,06 | 25,15 |
Maiores altas
| Dia (%) | Valor (R$) | |
| BRAV3 | 5,02 | 19,87 |
| MBRF3 | 4,20 | 20,58 |
| PRIO3 | 2,20 | 68,76 |
| PETR3 | 2,16 | 53,37 |
| PETR4 | 1,09 | 48,02 |
Mais negociadas
| Negócios | Dia (%) | |
| PETR4 | 74.464 | 1,09 |
| BRAV3 | 34.139 | 5,02 |
| EQTL3 | 32.853 | -5,24 |
| BBAS3 | 31.972 | -3,35 |
| B3SA3 | 31.640 | -1,28 |
Ibovespa terminou ontem com queda de 1,45%, aos 182.732,67 pontos
- Máxima: 185.423,77
- Mínima: 182.570,44
- Diferença para a abertura: -2.691,61 pontos
- Volume: R$ 26,30 bilhões
Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:
- Segunda-feira (23): +3,24%
- Terça-feira (24): +0,32%
- Quarta-feira (25): +1,60%
- Quinta-feira (26): -1,45%
- Semana: +3,70%
- Março: -3,21%
- 1T26: +13,41%
- 2026: +13,41%
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