Por trás da disparada da Bolsa nesta “Super Quarta”, que renovou recorde de pontos e já começa a mirar nos 150 mil pontos, ocorreram dois anúncios: as decisões de juros nos EUA e no Brasil.
Nos Estados Unidos, o Fed cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, movida pela preocupação com o esfriamento do mercado de trabalho e o risco de desaceleração econômica.
No Brasil, o Copom manteve a Selic em 15,00% ao ano, como já era amplamente esperado, e reforçou uma postura de cautela — destacando inflação acima da meta, expectativas desancoradas, resiliência na atividade econômica e pressão no mercado de trabalho.
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Para os investidores nacionais, esse cenário, imposto pelo Copom, reforça a atratividade da renda fixa, especialmente títulos públicos e papéis de crédito privado, enquanto a Bolsa segue tendo espaço de valorização, embora com risco de realização de lucros em momentos de incerteza.
A manutenção da Selic alta também exige ponderação sobre prazos e indexadores em carteiras, além da necessidade de diversificação internacional, dado que cortes nos EUA tendem a mudar fluxos globais de capital. Enquanto isso, investidores estrangeiros ingressam em peso na Bolsa brasileira.
O Ibovespa, neste contexto, segue em trajetória de valorização consistente, renovando topos históricos e consolidando-se acima dos 145 mil pontos. O índice fechou a última sessão em alta de 1,06%, aos 145.593 pontos, após atingir a máxima de 146.330 pontos, o maior nível da história.
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Este movimento de força compradora, embora traga sinais de fôlego para novas altas, também exige cautela devido ao afastamento das médias móveis e à aproximação dos indicadores técnicos de sobrecompra.
Para entender até onde o preço do Ibovespa (IBOV) pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Ibovespa (IBOV)
No gráfico diário, o Ibovespa reforça sua tendência de alta ao registrar o terceiro pregão consecutivo renovando topos históricos, com fechamento acima da marca dos 145 mil pontos. O índice se mantém acima das médias de 9 e 21 períodos, ainda que com certo afastamento, o que reforça a força do fluxo comprador no momento.
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O IFR (14) encontra-se em 71,22 pontos, dentro da região de sobrecompra, o que pode abrir espaço para eventuais realizações no curto prazo. Para sustentar a tendência, será necessário superar novamente o topo em 146.330 pontos. Caso avance além desse patamar, os alvos projetados estão em 147.700/148.625 pontos, com objetivo mais longo em 150.000/150.700 pontos.
Por outro lado, sinais de correção ganhariam força caso o índice rompa os suportes imediatos em 144.584/143.408 pontos. Abaixo dessa faixa, os próximos níveis de suporte se encontram em 141.565/139.580 pontos, com alvos mais longos em 137.058 e 133.875 pontos.
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Análise de médio prazo
No gráfico semanal, o Ibovespa mantém a forte tendência de alta, sustentada por renovação de topos e fluxo comprador consistente. Após leve correção na semana anterior, o índice voltou a subir e marcou novo recorde em 146.330 pontos, reforçando o viés altista.
No acumulado de setembro, o índice já avança 2,95%, enquanto em 2025 acumula ganhos de 21,04%. Ainda que a estrutura técnica indique continuidade do movimento de alta, o IFR (14) em 68,62 pontos aproxima-se da zona de sobrecompra, o que sugere atenção a possíveis ajustes corretivos.
Para confirmar a sequência de valorização, será preciso romper o atual topo em 146.330 pontos, o que abriria caminho para alvos em 147.960/150.000 pontos, estendendo-se até 151.625 e 153.260 pontos. Já para inverter a tendência e buscar movimento de baixa, seria necessário romper os suportes em 142.240/141.329 pontos, o que poderia levar o índice a buscar 139.580/136.000 pontos e, em um horizonte mais longo, 133.875 e 131.550 pontos.

Suportes e resistências
Ibovespa
Com base no fechamento do dia, aos 145.593 pontos, o índice conta com:
- Suportes de curto prazo em 144.584 (1), 143.408 (2) e 141.565 (3); e resistências em 146.330 (1), 147.700 (2) e 148.625 (3).
- Suportes de médio prazo em 142.240 (1), 139.580 (2) e 137.058 (3); e resistências em 150.000 (1), 151.625 (2) e 153.260 (3).
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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