O Banco do Brasil (BBAS3) apresentou seu resultado nesta quarta-feira (19), registrando lucro líquido ajustado de R$ 9,58 bilhões no 4T24 (+1,5% ano a ano), somando R$ 37,9 bilhões no ano. A carteira de crédito ampliada cresceu 15,3%, atingindo R$ 1,3 trilhão, enquanto a margem financeira bruta avançou 11,2%. Para 2025, o banco projeta lucro entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões. Com esse cenário, a análise técnica da ação se torna essencial para identificar oportunidades no mercado.
As ações do Banco do Brasil (BBAS3) seguem em forte tendência de alta no curto e médio prazo, impulsionadas por um fluxo comprador consistente desde o início de 2025. Após atingir um suporte relevante em R$ 23,68, o papel engatou uma sequência positiva que culminou na renovação do topo histórico em R$ 29,63 na última terça-feira (18). No acumulado de fevereiro, a valorização é de 4,26%, enquanto no ano, os ganhos chegam a 19,40%.
Apesar do cenário positivo, há possíveis sinais de que uma correção pode estar se aproximando. No gráfico semanal, o ativo registra sete semanas consecutivas de alta e, se fechar no positivo nesta semana, marcará a oitava. No entanto, a formação de uma sombra superior no candle semanal sugere que os compradores começam a perder força, o que pode abrir espaço para uma realização de lucros no curto prazo.
Para entender até onde o preço das ações do Banco do Brasil podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica do Banco do Brasil
No gráfico diário, BBAS3 apresenta um forte movimento de alta iniciado no começo do ano, quando testou o suporte em R$ 23,68. Desde então, o fluxo comprador predominou, levando o papel a renovar sua máxima histórica em R$ 29,63.
Na última sessão, porém, a ação recuou 2%, fechando a R$ 28,86. Esse movimento ainda não caracteriza uma reversão, mas sim uma realização de lucros natural após a sequência expressiva de altas. No curto prazo, o ativo permanece afastado das médias móveis, e uma aproximação dessas regiões pode ocorrer nos próximos dias, seja por meio de uma leve correção ou de um pullback antes de buscar um novo movimento de alta.
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Para seguir a tendência de alta no curto prazo, BBAS3 precisará superar a resistência em R$ 29,63. Caso consiga romper esse patamar, os próximos objetivos de preço estariam em R$ 30,10 e R$ 30,70, podendo avançar para R$ 31,65/R$ 32,15. Em um cenário de maior força compradora, o alvo mais longo está em R$ 33,25.
O IFR (14) no gráfico diário está em 66,85, próximo da zona de sobrecompra, o que reforça a possibilidade de uma correção no curto prazo antes de uma nova pernada de alta. No entanto, se o topo histórico for rompido, o papel ainda pode ganhar fôlego para novas valorizações antes de qualquer movimento de realização.
Caso ocorra uma correção, o primeiro suporte relevante está nas médias móveis em R$ 28,48/27,80. A perda dessa faixa poderia levar a quedas em direção ao suporte na região de R$ 26,75. Em um cenário mais pessimista, a correção poderia se estender até a média de 200 períodos nos R$ 26,00 ou até mesmo R$ 24,90, com suporte mais longo em R$ 23,68.
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Saiba mais:
Análise de médio prazo
No gráfico semanal, BBAS3 mantém uma estrutura altista bem definida, negociando acima das médias móveis, que seguem apontadas para cima. A resistência imediata está no topo histórico recém-formado em R$ 29,63. Caso esse nível seja superado, a projeção indica possíveis alvos em R$ 31,60 e R$ 32,50. Em um cenário ainda mais otimista, o papel poderia buscar R$ 34,60, R$ 35,55 e, em um movimento de longo prazo, atingir R$ 36,50.
Entretanto, o afastamento excessivo do preço em relação às médias móveis acende um sinal de alerta. Caso ocorra uma correção, o primeiro suporte relevante está em R$ 28,49, nível que anteriormente era uma resistência e agora se transformou em suporte técnico (bipolaridade na análise técnica). A perda dessa faixa poderia levar a quedas em direção às médias móveis na região de R$ 27,00/R$ 25,70. Em um cenário mais pessimista, a correção poderia se estender até R$ 24,90 ou até mesmo R$ 23,68, com suporte mais longo em R$ 21,60.
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Outro ponto de atenção é o Índice de Força Relativa (IFR 14), que se encontra em 72,38, caracterizando uma zona de sobrecompra. Esse nível indica que o ativo pode estar esticado e suscetível a um movimento corretivo, ainda que o papel possa continuar avançando antes de uma eventual realização de lucros.

Suportes e resistências da BBAS3
Suportes:
- R$ 28,49 → Antigo topo convertido em suporte (bipolaridade). Primeiro nível de defesa dos compradores.
- R$ 27,00 – R$ 25,70 → Região de suporte das médias móveis no gráfico semanal.
- R$ 24,90 – R$ 23,68 → Suporte mais forte e base do movimento de alta iniciado no início do ano.
- R$ 21,60 → Suporte de longo prazo. Caso o ativo atinja esse patamar, indicaria uma mudança estrutural na tendência.
Resistências:
- R$ 29,63 → Topo histórico recente. Principal resistência no curto e médio prazo.
- R$ 30,10 – R$ 30,70 → Primeira projeção de alta após rompimento do topo histórico.
- R$ 31,60 – R$ 32,50 → Região intermediária de resistência.
- R$ 34,60 – R$ 35,55 → Faixa projetada caso o papel mantenha força compradora.
- R$ 36,50 → Alvo mais longo em um cenário de forte valorização.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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