Rachadinha na Comurg: Servidores recebem quase R$1 milhão em acordos extrajudiciais

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Servidores da Comurg receberam quase R$ 1 milhão em pagamentos de acordos extrajudiciais, de acordo com documentos obtidos. Ambos os acordos foram assinados por Márcio Porfírio, na época chefe do departamento jurídico da companhia. Ao todo, 33 servidores foram afastados de suas funções.

Os servidores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) suspeitos de participar de um esquema de pagamento de acordos extrajudiciais receberam valores significativos. Edimar Ferreira da Silva recebeu R$ 336 mil de uma única vez, enquanto João Cláudio Bastos Guimarães obteve uma superindicação de R$ 662 mil, dividida em duas parcelas.

Ambos os acordos foram assinados por Márcio Porfírio, que foi afastado de sua função após as revelações. Até o momento, o DE não localizou as defesas dos suspeitos em questão.

O esquema sob investigação envolve um sistema de rachadinha, de acordo com a TV Anhanguera. O Ministério Público recebeu denúncias de pagamentos suspeitos, incluindo um acordo que somou quase R$ 1,5 milhão, dividido em três parcelas. Outro caso aponta para um pagamento de R$ 1,3 milhão.

A Comurg afastou preventivamente 31 empregados públicos efetivos para investigar a celebração de acordos de trabalho que resultaram em pagamentos desproporcionais. Uma análise preliminar apontou acordos celebrados e pagos com valores apartados da realidade, levando à reanálise dos processos administrativos e de pagamentos.

Os empregados afastados deverão ficar à disposição da Corregedoria da Comurg para esclarecimentos, entre outras medidas. O presidente da Comurg determinou a abertura de um procedimento investigatório interno, visando apurar os fatos e, se necessário, instaurar um processo administrativo-disciplinar.

A ordem é para que a seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil seja informada caso as supostas irregularidades tenham envolvimento de advogados. Essa medida permite que a Comissão de Defesa das Prerrogativas da OAB-GO acompanhe o procedimento investigatório instaurado.

Portanto, os servidores envolvidos nos acordos extrajudiciais da Comurg enfrentam um período de investigações e afastamentos enquanto as autoridades competentes buscam esclarecer a situação. É importante aguardar as conclusões das investigações para entender melhor o desdobramento dessa questão na Comurg.

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