Na sexta-feira (27), o Ibovespa fechou em queda de 0,18%, aos 136.865,79 pontos, revertendo parte dos ganhos da véspera e encerrando a semana com desempenho negativo pela segunda vez consecutiva.
O índice foi pressionado por um cenário doméstico ainda marcado por tensão fiscal, após o Congresso derrubar o decreto do IOF, elevando a desconfiança sobre a condução econômica e a relação entre os poderes.
No campo dos indicadores, o desemprego caiu para 6,2%, reforçando a leitura de mercado de trabalho aquecido, o que, segundo analistas, pode dificultar o início do ciclo de corte da Selic. Ainda assim, o IGP-M de junho surpreendeu com nova queda, enquanto no exterior o clima foi mais positivo, Wall Street renovou máximas diante da expectativa de flexibilização nas tarifas comerciais dos EUA e sinais construtivos nas negociações com a China.
Para os traders que atuam no mini-índice, o pregão foi marcado por um clima de cautela, com forte influência dos setores bancário e de petróleo, que recuaram, enquanto Vale (VALE3) e empresas como Embraer (EMBR3) ajudaram a conter perdas maiores. A proximidade do fim do semestre também elevou o volume e trouxe movimentos técnicos mais acentuados.
O mercado parece dividir-se entre fundamentos macro ainda frágeis no Brasil e um ambiente externo que favorece ativos de risco. Com a produção industrial no radar na terça-feira e dados de emprego dos EUA ao longo da semana, os próximos dias devem manter a volatilidade elevada, especialmente nos contratos futuros ligados ao índice Bovespa.
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Os contratos do mini-índice (WINQ25), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão com leve alta de 0,08%, aos 139.335 pontos.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, o mini-índice mostrou reação compradora consistente na última sessão, com rompimento da linha de tendência de baixa (LTB). O ativo também fechou acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, o que reforça um cenário mais construtivo no curtíssimo prazo.
Para esta segunda-feira (30), os principais pontos técnicos a serem monitorados são os suportes em 138.775/138.390 (1), 137.790/137.540 (2) e 137.110/136.380 (3), e as resistências em 139.860/140.160 (1), 140.730/141.100 (2) e 142.000/142.340 (3).
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A região de suporte em 138.775/138.390 será o primeiro nível importante a ser observado pelos traders — sua perda pode acionar movimento corretivo até 137.790/137.540, com alvo mais longo na região de 137.110/136.380.
Caso o movimento de alta se sustente, será necessário que o ativo rompa com volume a resistência em 139.860/140.160. Acima dessa faixa, o próximo objetivo passa a ser 140.730/141.100, com possibilidade de extensão até 142.000/142.340, marcando o topo do canal anterior.
No gráfico diário, apesar da leve recuperação, o viés técnico ainda demanda cautela. O ativo segue abaixo da antiga LTA do canal de alta e das médias de 9 e 21 períodos, além de apresentar uma sequência de topos descendentes. Um ponto de destaque é o teste atual da média de 200 períodos, que pode funcionar como suporte relevante e atrair fluxo comprador.
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As zonas críticas continuam sendo o suporte em 137.390/136.800 e a resistência em 139.900/141.000. Acima desta, o mini-índice pode mirar 143.030/143.710 e 145.080/145.630.
Caso perca o suporte, os alvos projetados estão em 134.550/133.560 e 131.950/130.885. O IFR (14) está em 46,83, indicando um cenário de neutralidade técnica.

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WINQ25: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, a configuração técnica também sinaliza possibilidade de continuidade da alta no curto prazo. O mini-índice rompeu a linha de tendência de baixa (LTB) e encerrou a sessão acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que fortalece o viés altista. A superação dessas referências indica que os compradores voltaram a atuar com mais força, buscando retomar o controle direcional do mercado.
Para que esse movimento se confirme, será fundamental que o ativo rompa e consiga sustentar o fechamento acima da resistência em 139.965/140.400 pontos. A quebra dessa faixa pode impulsionar o mini-índice a testar patamares mais elevados, com alvos técnicos projetados entre 141.100/142.000. Caso o volume comprador se mantenha, a extensão do movimento pode alcançar a faixa superior de 142.950/143.370 pontos, onde encontram-se projeções mais ambiciosas no intraday.
Por outro lado, se o mercado perder força e o ativo romper para baixo a região de suporte em 138.750/138.305, haverá sinalização de enfraquecimento do movimento atual. Nessa hipótese, o mini-índice poderá buscar 137.760/137.110 como próximo nível de suporte, e, em caso de continuidade da pressão vendedora, o movimento poderá se estender até os 135.700/135.130 pontos, faixa que representa suporte mais relevante no gráfico intradiário.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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