BB (BBAS3) retoma fôlego e anima investidores; ITUB4 segue tendência de alta

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As ações do Banco do Brasil (BBAS3) já acumulam alta de cerca de 20% desde a mínima do ano, embaladas por medidas do governo como a MP que libera R$ 12 bilhões para renegociação de dívidas rurais e a resolução do CMN que flexibiliza critérios de classificação de crédito atrasado. Segundo analistas, essas ações trazem alívio contábil imediato e podem melhorar a rentabilidade. Ainda assim, os fundamentos seguem pressionados pelo agronegócio, onde a inadimplência estrutural e o risco político mantêm o otimismo condicionado à efetividade das medidas e aos próximos resultados.

No setor bancário como um todo, cortes de juros anteriores já mostraram impacto relevante: houve ciclos em que os papéis saltaram mais de 125% em doze meses, reforçando a correlação entre queda da Selic, expansão de crédito e valorização. Porém, desafios permanecem, como inadimplência, concorrência das fintechs e riscos regulatórios e externos, a exemplo da Lei Magnitsky, que podem limitar ganhos futuros.

Em setembro, os grandes bancos seguem no radar dos investidores após o rali de 2025. O Itaú (ITUB4) acumula valorização de 44,97% no ano, apesar da queda de 1,36% no mês, e testa a resistência em R$ 39,07. O Banco do Brasil (BBAS3), mesmo com a recuperação recente, ainda cai 4,69% em 2025, enquanto o Bradesco (BBDC4) se destaca: sobe 56,90% no ano e opera próximo à máxima de R$ 17,46, nível que pode confirmar a continuidade do fluxo comprador.

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Para entender até onde o preço das ações do Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4) e de Itaú (ITUB4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica Banco do Brasil (BBAS3)

BBAS3 iniciou reação após tocar a mínima do ano em R$ 18,12. Desde então, recuperou força e voltou a operar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém viés positivo no curto prazo.

Para confirmar a continuidade dessa recuperação, precisará romper os R$ 22,54. Caso consiga, abre caminho para os alvos em R$ 24,14 / R$ 24,45, seguidos de R$ 25,60 / R$ 26,95.

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Caso contrário, se perder as médias móveis, pode recuar para R$ 21,31 / R$ 20,71, com suportes mais baixos em R$ 19,02 e R$ 18,12.

O IFR (14), em 65,44 pontos, mostra o ativo em zona neutra, mas próximo da sobrecompra, limitando o espaço para novas altas sem pausa corretiva. Apesar do viés de recuperação, BBAS3 acumula queda de 3,88% em setembro e baixa de 4,69% em 2025.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica Bradesco (BBDC4)

BBDC4 mantém desempenho consistente em 2025, acumulando 56,90% de valorização no ano e 1,29% de alta em setembro. O papel negocia acima das médias de 9 e 21 períodos e testa a máxima do ano em R$ 17,46, ponto decisivo para continuidade da tendência de alta.

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Se romper essa resistência, os próximos alvos projetados ficam em R$ 17,56 / R$ 18,55 e, depois, R$ 19,17, com espaço para buscar patamares mais longos em R$ 19,94 / R$ 20,21.

Já em caso de correção, os suportes aparecem em R$ 16,50 / R$ 15,92, seguidos de R$ 15,24 e da média de 200 períodos em R$ 14,23 / R$ 13,64.

O IFR (14), em 62,28 pontos, indica região neutra, mas próxima da sobrecompra, sugerindo que ainda há espaço para altas, embora uma correção técnica não possa ser descartada.

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Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira mais análises:

Análise técnica Itaú (ITUB4)

No gráfico diário, ITUB4 segue em tendência de alta, mas após renovar o topo em R$ 39,07, entrou em consolidação, configurando movimento lateral nos últimos pregões. O ativo ainda negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que preserva o viés positivo.

Para retomar força compradora, será necessário romper de forma consistente os R$ 39,07. Se isso ocorrer, os próximos alvos ficam em R$ 40,08 / R$ 40,55, seguidos de R$ 41,65 / R$ 42,13, com objetivo mais longo em R$ 42,62.

Já se perder as médias, pode iniciar correção: primeiro suporte em R$ 37,60, depois R$ 35,79. Em cenários de maior pressão vendedora, pode buscar R$ 33,82, a média de 200 períodos em R$ 32,57 e, por fim, as faixas de R$ 29,99 / R$ 28,49.

O IFR (14), em 56,82 pontos, indica neutralidade, mostrando espaço tanto para novas altas quanto para uma correção mais acentuada.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências

BBAS3 (Banco do Brasil)

Com base no fechamento mais recente, em R$ 22,22 (aprox.), as ações do Banco do Brasil contam com:

  • Suportes de curto prazo em R$ 21,31 (1), R$ 20,71 (2) e R$ 19,02 (3);
  • Resistências de curto prazo em R$ 22,54 (1), R$ 24,14 (2) e R$ 24,47 (3).

BBDC4 (Bradesco)

Com base no fechamento mais recente, em R$ 17,03 (aprox.), as ações do Bradesco contam com:

  • Suportes de curto prazo em R$ 16,50 (1), R$ 15,92 (2) e R$ 15,24 (3);
  • Resistências de curto prazo em R$ 17,46 (1), R$ 17,56 (2) e R$ 18,11 (3).

ITUB4 (Itaú Unibanco)

Com base no fechamento mais recente, em R$ 37,95 (aprox.), as ações do Itaú Unibanco contam com:

  • Suportes de curto prazo em R$ 37,60 (1), R$ 36,38 (2) e R$ 35,79 (3);
  • Resistências de curto prazo em R$ 39,07 (1), R$ 40,08 (2) e R$ 40,55 (3).

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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